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TEXTO: Me falaram: Ame e dê vexame, mas eu ignorei só a parte do ame

Acredito que dentro de cada um de nós existe vários "eus". Nossas atitudes normais são como acordos, um meio termos entre cada um desses "eus" que nos compõe. Definir uma pessoa por uma atitude escrota que ela toma é no mínimo injusto. Mas julgar atitudes alheias "todos curtem", mesmo que a gente se policie "vira e mexe" estamos lá, prontos para apontar o dedo e julgar o primeiro a deslizar, o primeiro a perder a linha. Rotulamos os coleguinhas, os conhecidos, os amigos, família e até mesmo os desconhecidos. O álcool funciona como uma perda de filtro. Aquele filtro que te regula, te impede de sair por aí pintando o sete de cabeça para baixo, colocando fogo no coreto, aquele filtro que faz com que você reprima eu  "espirito de porco". Ok, não é legal tomar atitudes escrotas e colocar toda a culpa no álcool, mas de fato, algumas vezes a culpa realmente é dele. A ideia para a atitude é sua, daquele seu eu sem juízo, mas a força aliad...

FAZENDO ARTE: Customização com spikes

Sempre gostei de customizar coisinhas, mas nem sempre dá certo, ainda assim, continuo tentando. Há tempos iniciei uma saga procurando spikes para comprar, de inicio não encontrei os de garrinhas (aqueles que você perfura o tecido e depois dobra as garrinhas). Não encontrando os de garrinhas, comprei de pressão mesmo, o que foi um fracasso, pois não tenho a maquina de prensa-los, improvisei e cada vez que eu usava a camisa deixava rastro de spikes por onde passava, tipo a trilha de João e Maria. Daí uns meses depois, mais precisamente semana passada encontrei os tão procurados spikes de garrinhas. Acabei comprando dois pacotes, um com spikes redondinhos outro com aqueles quadradinhos. Dei assas a imaginação e customizei alguns itens do meu guarda roupa.  spikes de pressão, os que precisam de maquina para prega-los  os tão procurados Spikes de garrinhas Essa camisa foi a primeira que customizei, fiz várias modificações nela, primeiro fiz cortes nos ombros, daí ma...

FILMINHO: Persépolis

Persépolis é uma animação baseada nos quadrinhos autobiográficos de Marjane Satrapi. Uma aulinha da história Iraniana vista pela ótica de uma menina nascida em uma família moderna e politizada mas que viveu em um cenário de opressão. A trama começa no inicio da Revolução Islâmica que levou o Irã ao Regime Xita, quando Marjane ainda era uma criança curiosa tentando entender o que se passava a sua volta. Logo em seguida ela se vê obrigada a usar o véu islâmico e frequentar uma sala de aula só para meninas. Marjane não se adapta ao Regime opressor e seus pais temendo por sua segurança a mandam para a estudar na Áustria.Em terras gringas fica mais evidente o quão ela é deferente dos outros jovens, o que faz com que ela demore bastante a se adaptar e acabe voltando para seu pais. De volta ao Irã Marjane ironicamente tem dificuldade em se adaptar, no meio da trama uma das falas dela é que se sentia estrangeira mesmo em sua terra natal.   O filme estreou no Festival de Cannes...

Qual é mesmo a alma do negócio? As coisas como elas são.

Ao fazer minha monografia estudei sobre publicidade, tema que sempre me interessou bastante. Nesse estudo encontrei algumas expressões e livros acerca do tema bem interessantes, tais como "Publicidade é um cadáver que nos sorri - Oliviero Toscani" esse livro tem um título bem alto explicativo, mas não podemos negar que tal sorriso é bem seduzente. A publicidade pode nos vender a desprezível ideia de que o consumo resulta em felicidade, ainda assim sou apaixonada pelo fantástico mundo da publicidade (minha paixão não se restringe as propagandas). Apesar da confusão que costumamos fazer, é majoritário entre os estudiosos do tema que propaganda não se confunde com publicidade. Propaganda não tem o objetivo de vender nenhum produto ou serviço e sim de difundir uma ideia, são exemplos de propagandas as campanhas do governo para vacinação ou uso de camisinhas. Já publicidade e´ a propaganda comercial, pois objetiva estimular o consumo de determinado serviço ou mercadoria. O...

FILMINHO: Histórias Cruzadas (Título original The Help)

Amo filmes, embora seja apaixonada por suspense e terror, me identifico com os mais diversos gêneros. Drama está entre os meus preferidos, o problema é que já tenho vocação para o melodrama, "chorar largada", ser melindrosa mesmo, por isso costumo evitar o gênero. Não gosto de ir no cinema por inúmeros motivos, tais como se der vontade de sair você perde uma parte do filme, as pessoas não sei poque "cargas d'água" costumam interagir com o filme (como se estivessem em casa vendo TV com a família), sempre tem um fiozinho de ouro para ter uma comida com o saco barulhento, também costumam ter também casais muito quentes que não entendem que estão em público e etc.  Minha prima que carinhosamente chamo de Monstrinha me indicou um filme, que felizmente não estava mais no cinema. Vi de casa mesmo, o que já começa bem, tenho até mais boa vontade com o filme quando posso ver em casa.  O filme em questão é o  Histórias Cruzadas (título original The Help), é um d...

Uma questão de fé

A maioria das pessoas que conheço e com as quais convivo são cristãs, foram criadas dentro da igreja, católica ou protestante. Eu por exemplo, fui batizada, fui a catequese, fiz Primeira eucaristia e Crisma. Para quem não é familiarizado com os "rituais" da igreja Igreja Católica Apostólica Romana, o batismo costuma acontecer com a criança na mais tenra idade, mas nada impede que aconteça mais tarde. No batismo são escolhidos padrinhos, que pelo menos teoricamente serão os segundos pais da criança. Na catequese se estuda sobre os ensinamentos bíblicos (todo cristão deve ler a Bíblia, pois nela se encontram as diretrizes do cristianismo). Após uns anos de catequese, se faz a Primeira Eucaristia, após tal cerimonia se está "apto" a tomar a hóstia (que é o corpo e o sangue de cristo). Por fim a Crisma ou Confirmação, o batismo e a Eucaristia são iniciações da vida cristã e a Crisma e a confirmação dos dois primeiros. Costuma acontecer aos quatorze anos ou mais, pois a...

TEXTO: Só podia ser no Brasil ?

Uma querida amiga, ajuda o pai em um comércio da família, lidando assim diretamente com o público. E sempre tem histórias para contar. Uma delas se encaixa perfeitamente na temática desse texto.  Certa vez ela estava atendendo uma mulher que havia morado fora do Brasil. Minha amiga soube disso, pois ao atender a cliente a mesma não parava de fazer comentários acerca de quão bom e maravilhoso era o país onde ela havia morado e o quão inferior era o Brasil quando comparados. Daí na hora de efetuar o pagamento, escolheu pagar com cartão. O cartão foi recusado nas primeiras tentativas. A recusa do cartão irritou a cliente que atribuiu a culpa do imprevisto ao Brasil. Pois segundo ela no Brasil as coisas não prestam, nada evoluíra e o país era muita atrasado.  Após várias tentativas frustradas, o próximo passo foi ligar na operadora do cartão para saber qual era o problema, já que a cliente afirmava ter limite disponível. Pois bem, feita a ligação e descoberto o motivo,...