Pular para o conteúdo principal

SÉRIE: Les Revenants


Les Revenants é uma série francesa, sua primeira temporada teve oito episódios e foram exibidos em 2012, tem previsão de uma segunda temporada para esse ano. A série é uma adaptação de um filme de mesmo nome que foi ao ar 2004. A trama se passa em uma pequena cidade de montanha e começa com o reaparecimento de pessoas mortas, aparentemente vivas e normais. Embora o gênero seja fantasia e sobrenatural a série também é classificada como sendo de drama, e acho que essa é a melhor parte, mesmo nesse universo fantasioso de mortos vivos, os personagens reagem de diferentes formas ao ter que rearranjar suas vidas e encontrar espaço nelas para os "ex mortos". 


Várias mortos reaparecem no desenrolar da trama, no entanto, há os mais evidenciados, que dão nomes aos episódios. Os "ex mortos" reaparecem sem lembrar de suas mortes, a última lembrança que eles têm é do momento anterior às suas respectivas mortes. Alguns faleceram há pouco tempo, outros há anos. O que mais prendeu minha atenção foi quão tenso é a reintegração dessas pessoas à sociedade. Tudo é repleto de muito drama e uma atmosfera um pouco sombria, ninguém compreende a razão pela qual esse fenômeno ocorre, aparentemente, apenas nessa cidade. 


A primeira a reaparecer é Camille - uma adolescente vítima de acidente numa estrada há quatro anos atrás, Camille tem uma irmã gêmea e ao voltar a vida se depara com sua irmã já uma jovem mulher enquanto ainda é uma adolescente; Simon - noivo que se suicida; "Victor" - um garotinho que foi assassinado por ladrões; e Serge, um serial killer. Eles tentam continuar suas vidas de onde as deixaram enquanto fenômenos estranhos acontecem. Os personagens são bem envolventes e complexos, ninguém é tão simples quanto parece.

Confesso que não me satisfiz muito com o final da série, no entanto, toda a trama é bem viciante, e como foi renovada, espero ansiosa, pela segunda temporada. O ponto mais forte da série é que ela consegue passar muita realidade mesmo no meio de eventos sobrenaturais. Foi muito interessante a reação dos entes queridos com o reaparecimento de seus mortos, nenhuma reação foi caricata ou clichê. 

Acho que a mensagem mais interessante que a série me passou foi que por mais que um perda tenha sido dolorosa, depois que passa e você se reconstrói a coisa perdida deixa de ter espaço em sua vida. E por mais que você possa ter desejado ter a "coisa" de volta, simplesmente não cabe mais. O que é ótimo, é a vida que segue! Por esses motivos super recomendo a série.
  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dos sonhos da Lagarta

Sonhou enquanto lagarta,sonhos de Lagarta. Sonhos que eram parte de quem era, e do que acreditava. Sonhos que cabiam nela! Sonhos que eram dela! Sonhos nos quais ela desejava fazer morada. Enfim os sonhos chegaram... Mas chegaram quando a Lagarta tinha ganhado asas, e já não cabia numa realidade outrora sonhada.

TEXTO: Me falaram: Ame e dê vexame, mas eu ignorei só a parte do ame

Acredito que dentro de cada um de nós existe vários "eus". Nossas atitudes normais são como acordos, um meio termos entre cada um desses "eus" que nos compõe. Definir uma pessoa por uma atitude escrota que ela toma é no mínimo injusto. Mas julgar atitudes alheias "todos curtem", mesmo que a gente se policie "vira e mexe" estamos lá, prontos para apontar o dedo e julgar o primeiro a deslizar, o primeiro a perder a linha. Rotulamos os coleguinhas, os conhecidos, os amigos, família e até mesmo os desconhecidos. O álcool funciona como uma perda de filtro. Aquele filtro que te regula, te impede de sair por aí pintando o sete de cabeça para baixo, colocando fogo no coreto, aquele filtro que faz com que você reprima eu  "espirito de porco". Ok, não é legal tomar atitudes escrotas e colocar toda a culpa no álcool, mas de fato, algumas vezes a culpa realmente é dele. A ideia para a atitude é sua, daquele seu eu sem juízo, mas a força aliad...

Pela vontade de fazer sentido, esqueceu de sentir, e sequer foi sentida

Atenta a lógica, sempre preocupada com a imagem e forma. Fazer sentido sempre foi primordial! Além do cuidado pra ter aquela imagem sensacional, sempre evitando ao máximo qualquer sombra do passional. Pelo medo de se quebrar, seguiu racionalizando qualquer sentir, se iludia sobre levar uma vida normal. Tão tola... mal sabia que sentir era essencial! E foi assim, passou pela vida com uma imagem sensacional, e uma racionalidade sem igual. Pela vontade de fazer sentido, esqueceu de sentir, e sequer foi sentida.