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SÉRIE: True detective


A série é novinha, estreou em janeiro. Foi uma temporada pequena, composta de oito episódios, descobri a série pela indicação de uma amiga, fui fisgada logo no primeiro episódio. A primeira temporada foi ótima e a série foi renovada, ou seja, podem ir conferir sem medo de ficarem órfãos. Pelo menos uma segunda temporada já está garantida. True Detective é uma série de suspense policial que retrata a vida de Rustin Cohle (McConaughey) e Martin Hart (Woody Harrelson), dois detetives de homicídios. A série se inicia com os dois protagonistas que já não são mais detetives prestando depoimentos sobre um antigo caso de quando eles ainda atuavam.


Dentre os vários motivos para ver a série, a abertura não deixa de marcar presença, junto com a fotografia, trilha sonora e caracterização dos personagens (são mais de dez anos o desenrolar da trama e os personagens parecem fazer jus ao tempo passado). Todas esses elementos criam a atmosfera perfeita para que a história nos seja contada com excelência. A série se distância daquele gênero policial caricato cheio de violência gratuita e que retrata os policiais como super heróis. A história é muito bem elaborada e apesar dos elementos de ocultismo e simbolismo que dão asas a nossa imaginação, o foco não é a investigação em si e sim a relação dos protagonistas.

Os protagonistas são bem complexos e interessantes. Rust Cohle, é um sujeito solitário que já teve uma filha e esposa, a criança morreu em uma acidente de carro e seu casamento não sobreviveu a dor. Em suas falas transparece características Niilistas, embora ele não se veja como um Niilista e sim como um realista. A visão que Cohle tem sobre o mundo e as pessoas causa inquietude em seu parceiro Marty, um detetive de uma cidade pequena, com esposa e filhas, um adultero e machista "homem de família". O desfecho da série é surpreendente, já espero ansiosamente pela segunda temporada.


Diálogo dos camaradas, num momento em que já se deram conta de que são amigos e não apenas parceiros, e talvez a única fala otimista de Cohle (para fechar com chave de outro):

"– Estive naquele quarto, olhando para as janelas e pensando… Só existe uma história, a mais antiga de todas: luz contra escuridão.” – COHLE, Rust– Bem, eu não estou no Alasca, mas me parece que as trevas têm mais território.” HART, Martin– Você está entendendo errado. A questão é o céu. Antigamente, só existia escuridão. Na minha opinião, as luzes estão vencendo.” COHLE, Rust"


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