Pular para o conteúdo principal

FACULDADE: Monografia, sem estresse



Estou me formando e resolvi entrar em crise justo agora, na reta final do curso, penúltimo semestre. Muito cansada de tudo, das aulinhas e até mesmo das pessoas que eu se quer conheço. Facebook desativado para estudar, mas a dedicação que era para ser destinada aos estudos veio para o blog ou para várias horas de sono. Mas vim falar de uma das poucas coisas que me trouxe alegria e me despertou real interesse na faculdade, a monografia. Muita gente fala que é difícil e que requer muito tempo e dedicação. Pois bem, já fiz a minha apresentei e tirei nota máxima há séculos que não tirava um 10 . Não que essa nota vá fazer grande diferença no meu histórico ou currículo, mas é satisfatório e até motivacional. hahahaha

No meu curso o TCC é feito em dois semestres, no 8° e 9°, uma vantagem pois quem reprova ainda tem o 10° semestre para correr atrás, e não precisa ficar um período a mais na faculdade só para fazer o TCC. No primeiro semestre de TCC se faz o pré projeto e no segundo a monografia ou artigo cientifico o que preferir. Eu como indecisa que sou, fiz o pré projeto com um tema e na hora de fazer a monografia mudei o tema, ou seja, meu trabalho acabou sendo feito em um semestre, e não em dois.

A escolha do tema é a parte mais importante, e foi a escolha certa que fez com que a feitura do trabalho rendesse e não me estressasse. O tema é livre e tem basicamente apenas dois requisitos básicos, ser relacionado com a área da sua graduação e ter relevância social. O primeiro tema que escolhi era "Ineficiência do sistema punitivo brasileiro no tratamento aos psicopatas criminosos", escolhi por ter um grande interesse por filmes e livros que tratam sobre a psicopatia, e o quão interessante é uma "loucura"  (as aspas pois psicopatas não são loucos) sensata e lúcida, mas desisti pois o tema era muito complexo e eu poderia acabar me enrolando por não ser gabaritada o suficiente. 

Daí o primeiro tema era bem complexo, chegou uma hora que não conseguia desenvolver mais nada, e não encontrei coorientador para me direcionar. Resolvi então trocar de tema, e unir o útil ao agradável, sempre fui apaixonada por publicidade e amo crianças e o novo e definitivo tema foi: "Publicidade abusiva dirigida à crianças". Assisti vários documentários sobre o tema disponíveis no youtube mesmo, e tem bastante material e-books, material para ver on line mesmo, não precisei gastar com livros pois tem muito material disponível na internet (e eu não estou falando de pirataria).


RESUMINHO DO TEMA: Em meados do século XX a publicidade assumiu papel suma importância no mundo capitalista, ela pode ser considerada um fertilizante para o capitalismo, pois estimula o consumo, vendendo não os produtos e sim a o sentimento de “felicidade” que determinado produto proporcionaria.Publicidade não se confunde com propaganda, publicidade possui finalidade comercial e propaganda possui finalidade ideológica, ou seja, propagação de ideias, como por exemplo, propaganda eleitoral obrigatória. A publicidade é regulada pelo Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, o CONAR, mas essaautorregulamentaçãodeve, pelo menos teoricamenteobedecer os princípios da publicidade estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor. Tais princípios disciplinam a publicidade e elencam as práticas publicitárias ilícitas. São ilícitas a publicidade enganosa e abusiva. As agências publicitárias e anunciantes devem obedecer os princípios publicitários, caso não o façam serão punidas pelos excessos. As crianças como hipossuficientes não possuem a mesma capacidade dos adultos para distinguir a fantasia da realidade e assim filtrar a intenção persuasiva dos anúncios comerciais, então não é seria ético direcionar anuncio a elas. Para muitos estudiosos o Brasil não é eficiente em proteger suas crianças no que diz respeito a publicidade. Com isso as crianças são o alvo principal das publicidades, isso mesmo quando os produtos não são direcionados a elas, pois as crianças do século XXI além de consumirem, influenciam o consumo de seus pais.

Para compor a banca, o aluno convida um professor que recebe o nome de coorientador, caso o aluno não encontre um, a escolha do coorientador é feita pelo orientador, o professor  de TCC. Eu convidei a professora que me deu aula de Direito do Consumidor, uma ótima professora e super gabaritada, além de ser uma simpatia. Por fim, fiz uns slides para direcionar minha defesa e no final foi sucesso, deu tudo certo.


Encontrei disponível na internet este material da UFRJ orientando a apresentação de monografia (me ajudou muito):  Defesa monografia



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dos sonhos da Lagarta

Sonhou enquanto lagarta,sonhos de Lagarta. Sonhos que eram parte de quem era, e do que acreditava. Sonhos que cabiam nela! Sonhos que eram dela! Sonhos nos quais ela desejava fazer morada. Enfim os sonhos chegaram... Mas chegaram quando a Lagarta tinha ganhado asas, e já não cabia numa realidade outrora sonhada.

TEXTO: Me falaram: Ame e dê vexame, mas eu ignorei só a parte do ame

Acredito que dentro de cada um de nós existe vários "eus". Nossas atitudes normais são como acordos, um meio termos entre cada um desses "eus" que nos compõe. Definir uma pessoa por uma atitude escrota que ela toma é no mínimo injusto. Mas julgar atitudes alheias "todos curtem", mesmo que a gente se policie "vira e mexe" estamos lá, prontos para apontar o dedo e julgar o primeiro a deslizar, o primeiro a perder a linha. Rotulamos os coleguinhas, os conhecidos, os amigos, família e até mesmo os desconhecidos. O álcool funciona como uma perda de filtro. Aquele filtro que te regula, te impede de sair por aí pintando o sete de cabeça para baixo, colocando fogo no coreto, aquele filtro que faz com que você reprima eu  "espirito de porco". Ok, não é legal tomar atitudes escrotas e colocar toda a culpa no álcool, mas de fato, algumas vezes a culpa realmente é dele. A ideia para a atitude é sua, daquele seu eu sem juízo, mas a força aliad...

Pela vontade de fazer sentido, esqueceu de sentir, e sequer foi sentida

Atenta a lógica, sempre preocupada com a imagem e forma. Fazer sentido sempre foi primordial! Além do cuidado pra ter aquela imagem sensacional, sempre evitando ao máximo qualquer sombra do passional. Pelo medo de se quebrar, seguiu racionalizando qualquer sentir, se iludia sobre levar uma vida normal. Tão tola... mal sabia que sentir era essencial! E foi assim, passou pela vida com uma imagem sensacional, e uma racionalidade sem igual. Pela vontade de fazer sentido, esqueceu de sentir, e sequer foi sentida.